PROJETOS DE EDUCAÇÃO BILÍNGUE PARA ESCOLAS E PROPOSTAS DE IMPLANTAÇÃO, DIREÇÃO, SUPERVISÃO E COORDENAÇÃO DE CENTRO DE IDIOMAS PARA ESCOLAS, UNIVERSIDADES E EMPRESAS.
sexta-feira, 14 de outubro de 2011
EDUCAÇÃO BILÍNGUE
EDUCAÇÃO BILÍNGUE
A globalização é fator fundamental para o cidadão ingressar na sociedade como sujeito ativo, pois a exigência do mercado esta cada vez mais voltada para o desenvolvimento integral das habilidades e da construção sólida de um conhecimento social, cognitivo e emocional.
Ter competência numa outra língua que não seja a materna, facilita a integrção a esse mundo sem fronteiras, além de desenvolver o senso crítico, a reflexão, a valorização e a comparação das sememlhanças e contrastes com diversas culturas.
O aprendizado da língua estrangeira ocorre naturalmente, proporcionando o aprimoramento da educação básica e o desenvolvimento da personalidade, inteligência, sociabilidade, criatividade e sensibilidade do educando.
Diversos estudos provam que há vantagens educacionas e sociais em ser uma pessoa bilíngue ou multibilíngue. De fato, o domínio de línguas estrangeiras tem sido reconhecido como parte importante das habilidades necessárias ao alcance do sucesso no novo milênio, dessa forma, é indiscutível a importância da aquisição de uma língua estrangeira no nosso tempo.
Vantagens de ser Bilíngue
1- A criança que começa a aprender a língua estrangeira antes dos dez anos de idade tem mais chances de conseguir falar como nativo.
2 - As crianças têm habilidade natural para desenvolver a língua estrangeira com maior destreza do que os adultos.
3 - Um estudo recente sobre o cérebro mostra que este se desenvolve mais principalmente nos primeiros três anos de vida. Expor a criança a outra língua realmente estimula as células cerebrais.
4 - As crianças que falam mais de uma língua são mais criativas que aquelas monolíngües, pois aprenderam há diferentes maneiras de se expressar ou de como descrever um evento.
5 - O bom senso diz que quanto mais se fizer algo, melhor esse algo será feito. Aprender uma língua estrangeira não é exceção!
Além das razões puramente educacionais, aprender uma outra língua, fará com que a criança aprenda a apreciar e compreender melhor as pessoas com diferentes culturas, tendo elas, a habilidade de interagir, abrindo-se diversas possibilidades de desenvolvimento pessoal, cultural e profissional. A habilidade de se comunicar em mais línguas cria horizontes novos e integra a pessoa no processo de globalização que estamos vivendo.
TRABALHOS SOBRE EDUCAÇÃO BILÍNGUE
Elisabete Villibor Flory
Elizabete Flory é Doutora em Psicologia Escolar e do Desenvolvimento Humano pela Universidade de São Paulo (IP-USP),e Mestre em Psicologia Social e graduada em Psicologia pela Universidade de São Paulo. É psicóloga clínica e atua como orientadora educacional no Colégio Humboldt e como professora convidada no COGEAE-PUC-SP. Atua principalmente nas áreas de bilinguismo, desenvolvimento infantil, epistemologia genética, identidade psicossocial e transtornos severos do comportamento.
Conheça alguns de seus trabalhos abaixo:
FLORY, Elisabete Villibor. Influências do bilingüismo precoce sobre o desenvolvimento infantil: uma leitura a partir da teoria da equilibração de Jean Piaget. Tese de Doutorado, Instituto de Psicologia da Universidade de São Paulo, São Paulo, 2009
A partir de revisão de literatura sobre as influências do Bilingüismo precoce sobre o desenvolvimento infantil, foram selecionados os seguintes temas a serem analisados à luz da teoria da equilibração, de Jean Piaget: (1) antecipação da percepção da relatividade entre signo e referente no real, (2) intensificação do controle inibitório e (3) antecipação da entrada no pensamento operatório. O objetivo deste trabalho é demonstrar que a teoria da equilibração, um modelo explicativo para a construção dos sistemas cognitivos, permite a compreensão tanto das vantagens no desenvolvimento cognitivo relacionadas ao Bilingüismo Aditivo, quanto de possíveis desvantagens relacionadas ao Bilingüismo Subtrativo. No primeiro caso, o ambiente bilíngüe representaria um grande número de negações primárias no campo das línguas, o que funcionaria como um ponto de partida para que o sujeito construísse reequilibrações, ampliando e, ao mesmo tempo, conservando seu sistema cognitivo no campo da linguagem verbal. O segundo caso (Bilingüismo Subtrativo) é interpretado a partir da perspectiva piagetiana, segundo a qual o valor atribuído à meta é fundamental para que um desequilíbrio configure-se como ponto de partida para reequilibrações do sujeito, estas sim, fontes reais de progresso: neste estudo, tanto a aquisição das duas línguas quanto as vantagens cognitivas, interpretadas como fruto do funcionamento da equilibração dos sistemas de conhecimento do mundo. O contexto subtrativo implica a desvalorização da língua e cultura de origem. Para esta análise, propõe-se uma aproximação entre o conceito de valorização afetiva de Piaget e o valor utilizado como critério no modelo de estratégias de aculturação de Berry, com a ressalva de que, consonante com a perspectiva piagetiana, a valorização a que nos referimos é aquela feita pelo sujeito, não necessariamente igual à do ambiente em que vive. Portanto, conclui-se que as interações bilíngües podem representar uma intensificação da demanda do ambiente por reequilibrações no campo da linguagem verbal, intensificando o trabalho de elaboração dos caracteres negativos e, com isso, antecipando o desenvolvimento cognitivo em alguns aspectos. Tais conseqüências também podem ser expressas em termos de um aumento de condutas e , que implicam a ampliação e conservação simultâneas da estrutura cognitiva. Porém, tais resultados dependem de situações contingenciais, por exemplo, ligadas ao valor atribuído pelo indivíduo à meta a ser superada, ou, em outras palavras, ao desequilíbrio a ser compensado. Em casos de valorização negativa, as vantagens cognitivas podem não acontecer. Com o intuito de ilustrar possíveis estudos práticos a partir desta tese teórica, é apresentada uma proposta de pesquisa empírica que relaciona o desempenho em diferentes provas piagetianas – analisadas à luz da teoria da equilibração – às estratégias de aculturação, obtidas via entrevista com a criança e questionário para os pais.
Ensino de línguas acelera o desenvolvimento em crianças
Agência USP de Notícias – Publicado em 30/julho/2009
Uma pesquisa do Instituto de Psicologia (IP) da USP analisou a influência do bilinguismo precoce sobre o desenvolvimento cognitivo de crianças. Em sua tese de doutorado, a psicóloga Elizabete Villibor Flory analisou as vantagens e desvantagens do bilingüismo infantil a partir da teoria da equilibração do psicólogo suíço Jean Piaget.
FLORY, Elisabete Villibor. Relato de experiência em Instituição européia que se propõe a apresentar uma “mudança de paradigma” no cuidado à pessoa com deficiência mental. Revista Contrapontos – volume 5 – n. 2 – p. 447-465 – Itajaí, set/dez 2005
RESUMO:
Este trabalho apresenta um relato de uma experiência vivenciada na Alemanha, com base nos fundamentos teóricos da Gestalt Psicoterapia Integrativa. Tal experiência pretende, pela divulgação de uma proposta inovadora, mudar a postura no atendimento à pessoa com deficiência mental. O relato enfatiza a pertinência do trabalho em equipe e da intervenção diferenciada junto ao grupo.
FLORY, Elizabete Villibor; RAMOZZI-CHIAROTTINO, Zélia.A relação figura-fundo e as estruturas infra-lógicas na construção da identidade psicossocial de pessoas com transtornos severos do comportamento. Bol. Psicol; 56(125):171-187, jul.-dez. 2006.
Vantagens da Educação Bilíngue
Especialistas avaliam as vantagens da educação bilíngue para as crianças
Criança tem muita facilidade para aprender, inclusive outros idiomas. O que muitos pais se perguntam é quando e se devem matricular os filhos numa escola bilíngue.
Kíria Meurer
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“Quanto mais estímulo a gente dá, a gente percebe que a resposta dela também é maior. Está querendo participar da conversa”, diz Eliane Márcia Chaves, delegada.
Conversar, contar histórias. Mesmo que ainda não saiba falar, a criança entende e se comunica. Para os bebês estes estímulos são fundamentais, ajudam na construção da linguagem falada.
Na infância o cérebro se desenvolve numa velocidade impressionante. São milhares de novas conexões. Em nenhuma outra fase da vida ele trabalha com tanta intensidade, é como se neste momento o cérebro abrisse janelas que facilitam o aprendizado.
Neste período é muito mais fácil, por exemplo, aprender um outro idioma. “Tem muita interação entre os dois hemisférios, então a informação circula muito mais e é processada em mais áreas. O ideal é que a introdução deste idioma ocorra até os 12 anos, que com 12 anos a janela vai fechando esta abertura”, explica Rachel Schlindwein Zanini, neuropsicóloga.
Todos os especialistas concordam que a hora certa para começar é na infância, mas não há um consenso sobre a idade exata para iniciar o aprendizado da segunda língua. A neuropsicóloga acha melhor começar a partir dos três, quatro anos de idade, para evitar trocas de letras e problemas de linguagem.
“Primeiro ela tem que estar apta a compreender conceitos básicos da língua materna para então ela poder transpor isso para outros idiomas”, diz Zanini.
Em um aspecto ninguém tem dúvidas: é preciso despertar na criança o desejo de aprender. Pergunto a Cassiana, de cinco anos, se ela gosta de estudar na escola bilíngue, ela diz que sim, porque se fala inglês e o motivo é simples: a menina acha divertido.
O melhor jeito de aprender é como se fosse uma brincadeira, nada de pressão, nada de cobranças. A criança ouve, percebe os sons com mais clareza que um adulto e tem mais flexibilidade para articular as palavras, tudo isso também facilita o aprendizado neste período da vida.
Mariana de oito anos, já fala quatro línguas. “E o meu pai está me ensinando alemão”, afirma. Pensa que a criançada acha muito difícil? “O inglês até que é fácil, mais japonês acho que vai ser mais ou menos”, diz Vicenzo Cavalli, 8 anos.
“As pessoas que tiveram na infância um segundo idioma, aprendido de forma adequada, de forma correta, elas conseguem mudar rapidamente de foco, conseguem ter uma capacidade de atenção melhor e uma fluência verbal mais desenvolvida, inclusive na língua materna”, declara a neuropsicóloga.
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